25/04/2012 - 10:49

EBD – Pérgamo, a Igreja casada com o Mundo – 29 de abril


Texto Áureo: I Jo. 2.15,16 – Leitura Bíblica: Ap. 2.12-17

 

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje estudaremos a respeito da Carta de Jesus à Igreja de Pérgamo. O principal problema dessa igreja era a substituição da verdade pelo erro. Inicialmente, contextualizaremos a igreja na cidade, mostraremos que se tratava de uma igreja que negociava a verdade, fazendo conchavos com o mundo, e, ao final, concluiremos ressaltando que a verdade triunfará sobre o erro.

 

1. A IGREJA DE PÉRGAMO

A palavra “pérgamo” significa “casado”, mas, pelo que depreendemos desta carta, aquela igreja estava casada com o mundo, não com Cristo. Do ponto de vista histórico, Pérgamo era uma das cidades mais importantes da Ásia. Tratava-se de um centro cultural, famoso por sua biblioteca com mais de 200.000 pergaminhos, a segunda maior do mundo, menor apenas que a de Alexandria. O nome pergaminho vem justamente dessa cidade, isso porque no Século III a. C., o rei de Pérgamo, Eumenes, decidiu transformar a biblioteca de Pérgamo na maior do mundo. Para tanto, convenceu Aristófanes de Bizâncio, bibliotecário de Alexandria, a vir para Pérgamo. Ptolomeu, que era o rei do Egito, se revoltou, e em resposta, embargou o envio de papiro para Pérgamo. A saída foi a criação do pergaminho, material de couro alisado, que veio a superar o papiro. Mas aquela cidade não era apenas um grande polo cultural, havia também naquele lugar uma religiosidade efervescente. No topo da Acrópole se encontrava o templo a Zeus, considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo. O deus Esculápio era também cultuado naquela cidade, famoso pelos sacerdotes-médicos, onde estava edificada uma escola de medicina. Havia uma mistura entre os conhecimentos médicos e a religiosidade pagã. As curas, na maioria das vezes, eram atribuídas a Esculápio – o deus serpente. O imperador também era adorado em Pérgamo, no ano 29 d. C., foi construído o primeiro templo a um imperador vivo, na época Augusto.

 

2. UMA IGREJA QUE NEGOCIA A VERDADE

A situação da igreja de Pérgamo era bastante parecida com a que testemunhamos hoje em muitos contextos. A igreja, a fim de tirar proveito do império, e de se enquadrar diante das demandas culturais, acabou por fazer concessões, abrindo mão da verdade, em favor do erro. Como Balaão, que fora contratado por Balaque para amaldiçoar Israel (Nm. 25; 31.16), não são poucas as igrejas que se deixam seduzir pelo deus Mamon (Mt. 6.24). Como o anjo da igreja de Pérgamo, muitos pastores se desviam facilmente da verdade quando recebem alguma proposta política, por meio da qual tirarão algum proveito financeiro. Tais pastores, à moda de Balaão, incitam o povo a pecar, fazem aberturas que consideram “politicamente corretas”, dominados pela ganância (II Pe. 2.15; Jd. 11). Por esse motivo, a igreja de Pérgamo estava atrelada à doutrina dos nicolaítas, isto é, a um anomismo, ou negação de qualquer princípio. O liberalismo moral tem conduzido muitas igrejas à ruina, distanciando-as da Palavra de Deus (Gl. 5.1; Rm. 6.1; Jd. 4). A fim de agradar aos ouvintes, que não mais querem ser rotulados de pecadores, alguns pregadores estão deixando de pregar todo o conselho de Deus (I Tm. 4.1-4). O pecado precisa ser admitido para que se chegue ao pleno arrependimento. A própria fonte do pecado deve ser identificada, pois é o próprio Diabo. O mundo jaz no Maligno, Satanás está no controle dos valores que são defendidos diariamente nos meios de comunicação de massa (Jo. 12.31; Ef. 2.2; 6.12). O consumismo, a pornografia, entre outros são postos como verdades aceitas, mas não passam de engano, repassados desde a antiga serpente (Gn. 3.1-4; Ap. 12.9; II Co. 4.4), lugar de trevas e escuridão (Lc. 22.53; Ef. 6.12; Jo. 3.20).

 

3. O TRIUNFO DA VERDADE SOBRE O ERRO

Mas Jesus conclama a igreja ao arrependimento, a tolerância ao pecado deveria ser revista. A igreja de Pérgamo deveria abandonar o erro e se voltar para a doutrina verdadeira. A falta de arrependimento resultaria em juízo, ainda que essa seja uma mensagem impopular nos dias modernos, a igreja não pode se furtar a declarar que Cristo é o Senhor e Juiz (At. 10.42). Ele é quem tem a espada aguda de dois fios, que é viva e eficaz (Hb. 4.12; Ef. 6.17). Contra o erro, que solapa a firmeza da igreja, não há outra saída, a voltar para a Palavra de Deus. Muitas igrejas ditas evangélicas estão se distanciado do padrão cristão porque não têm compromisso com o ensinamento bíblico. A liderança, vendida ao mundo, interessada somente nas barganhas de Satanás, não pregam mais a palavra. Quando o fazem mutilam totalmente as Escrituras, escolhem passagens isoladas, ao seu bel prazer, a fim de fundamentarem seus posicionamentos. Mas nem tudo está perdido, existe, na igreja, como naqueles tempos, aqueles que não negam a fé em Cristo, os quais, como Antipas, são fiéis testemunhas. De acordo com a tradição, Antipas, cujo nome significa “contra todos”, era o pastor da igreja de Pérgamo, que se recusava a aceitar o status político daqueles dias. Ele foi morto pelo império Romano, talvez incriminado como subversivo, mas Cristo o declara: “minha fiel testemunha”. Assim acontece com aqueles que não se dobram diante das ameaças de Satanás. Em vários lugares o poder estatal é usado para martirizar aqueles que com coragem declaram sua fidelidade a Jesus.

 

CONCLUSÃO

Jesus, o Senhor, tem uma promessa para aqueles que forem fiéis. Eles receberão o maná escondido, que é o próprio Cristo, o pão vivo que desceu do céu (Jo. 6.35; Hb. 9.4). Trata-se de uma comunhão profunda com Cristo que o mundo não conhece. Eles também receberão uma pedra branca, com um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aqueles que a recebem. Essa pedra, com base nos costumes antigos, pode ser a absolvição que vem do Justo Juiz. O mundo, com seus valores e atitudes, será condenado, mas aqueles que permanecem fiéis à verdade, serão absolvidos (Rm. 8.1). Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

BIBLIOGRAFIA

MAYHUE, R. O que Jesus diria de sua igreja? São Paulo: Editora Vida, 2005.

STOTT, J. O que Cristo pensa da igreja. Campinas: United Press, 1999.

Prof. José Roberto A. Barbosa

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